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The Aetherius Society

O pranayama

O pranayama

De todos os métodos para contactarmos e recolhermos em nós a força vital universal, o pranayama é o mais eficaz. No Leste Asiático, a força vital universal é conhecida por diferentes nomes, incluindo qi, chi ou ki. Na terminologia do yoga sânscrita, chama-se prana, e a respiração do yoga – o pranayama.

Benefícios

Quando respiramos, não só absorvemos ar, mas também prana. Ao controlarmos a respiração – e controlarmos o prana – podemos gozar de um impressionante avanço espiritual. As pessoas têm referido notáveis melhorias na saúde, boa forma física, na gestão do stresse, no sono, no estado de vigília, otimismo, equilíbrio emocional, clareza, autodisciplina, ou mesmo na memória, em consequência desta simples prática. A um nível mais profundo, o pranayama resultará gradualmente no desenvolvimento de capacidades psíquicas, e num aumento da intuição. Melhorará a sua capacidade de dar cura espiritual, e também a sua capacidade de canalizar energia através da oração.

A motivação espiritual

Porventura acima de tudo, tal como em todas as práticas espirituais, o pranayama também ajuda a manter e aumentar a motivação espiritual.

Uma coisa é querer ajudar o mundo um fim-de-semana e, a seguir, esquecer o assunto. Outra coisa totalmente diferente é dedicarmos toda a nossa vida a um chamamento tão elevado, com todos os stresses e desgastes que isso implica – e com o constante desvio da sintonia por parte das influências não espirituais do mundo que nos rodeia. O pranayama constitui uma excelente forma de manter acesa a chama da ambição espiritual altruísta, e fazê-la arder ainda mais.

A importância da prática regular

Tal como inúmeras práticas espirituais, pouco efeito terá, a menos que seja feito regularmente. Quinze minutos por dia é um bom ponto de partida para muitas pessoas, mas até apenas dois minutos é melhor do que nada. Se começarmos com um objetivo inalcançável, podemos sempre ir reforçando-o, à medida que vamos adquirindo confiança espiritual e à medida que a nossa prática se torna mais um prazer do que uma obrigação. Os yogis sérios podem passar várias horas por dia a fazer pranayama – e não há verdadeiramente limites para o que somos capazes de fazer, se estivermos suficientemente em forma, desde que outras tarefas essenciais, incluindo o serviço aos outros, não forem negligenciadas.

Vigiar a mente

O pranayama não tem a ver com esvaziar a mente, mas antes com concentrar a mente. Concentrar-se em algo espiritual e positivo esvaziará automaticamente a mente da sua tralha diária habitual, substituindo essa tralha por um único foco espiritual. Porém, isso é mais fácil de dizer do que de fazer. No início, em vez de tentar forçar a mente a fazê-lo, devemos apenas observar a mente. Isso é algo por vezes referido como “vigilância” ou “atenção plena”. Permita que os pensamentos venham até si, e limite-se a observá-los, em silêncio – desapaixonadamente. Ao fazê-lo, o consciente acabará por cansar-se disso, e volta-se para a mente superior – o superconsciente – em busca de orientação. A seguir, podemos passar à concentração. Até esse momento, porém, a mente continuará a vaguear, a menos que já se seja muito realizado no yoga. Não se deixe desencorajar, limite-se a trazer-se de volta e prosseguir. Em alguns momentos, o consciente irá positivamente gritar-nos que não quer fazer práticas espirituais, como uma criança mimada. Quando isso acontecer, tal como procedemos com uma criança mimada, devemos ser suaves mas firmes. É esse o caminho para a sabedoria superconsciente.

Mais abaixo, pode ler dois excertos de Realize Your Inner Potential, um livro onde o Dr. King ensina uma série de exercícios de pranayama muito simples mas abrangentes:

Nenhuma pessoa com uma respiração superficial pode ser um pensador profundo. Se você tiver uma respiração superficial, nunca pode ter uma visualização gloriosa ou visões gloriosas. Em termos relativos, quanto mais profunda a nossa respiração, mais controlados os nossos pensamentos.

Através da respiração profunda, você não só atrai para o seu organismo certos gases, como atrai para o corpo, e através dos corpos, voltando a sair deles, uma parte dos pranas, que são as forças vitais universais em torno das quais toda a criação existe. Sem os cinco pranas menores e os cinco pranas maiores, a criação tal como a conhecemos não poderia existir. Tudo o que vemos é uma amalgamação destas dez energias, quer se trate de um copo, quer da água nele contida, ou mesmo uma toalha, ou o chão, ou a sua cabeça, ou as suas células cerebrais, ou até os seus corpos subtis. É uma amalgamação de cinco energias principais e cinco energias secundárias, associadas à matéria física que essas energias em si atraíram. Então, esse prana torna-se uma força vital, e se ele for inspirado e controlado através dos corpos, isso constitui uma forma segura de desenvolvimento.

A Sociedade Aetherius realiza workshops de pranayama em muitos dos seus centros.

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