The Aetherius Society

O karma e a reencarnação

O karma e a reencarnação são inseparáveis e não é possível debater adequadamente um sem a outra.

O que é o karma?

O karma é uma lei Divina omnipresente. É uma lei natural – da mesma forma que a gravidade é uma lei natural. Não tem a ver com castigo e, de modo nenhum, com vingança. É perfeitamente exata, justa e equitativa e aplica-se a tudo e a todos na criação. Pode ser acelerado, e abrandado – mas nunca evitado; daí ser por vezes denominado lei da inevitabilidade. Na essência, é a própria simplicidade Divina – mas as suas manifestações podem ser altamente complexas.

É surpreendente como os preceitos fundamentais do karma são universais – na religião, na cultura popular e até na ciência. Na Bíblia diz “… o que o homem semear, isso também colherá (Gálatas 6:7), o que descreve o karma de uma maneira simples mas perfeita. “Ação e reação são opostos e iguais”, afirmou Newton na sua terceira lei do movimento, uma definição habitualmente usada para descrever o karma no Budismo. Nas conversas quotidianas, as pessoas dizem às vezes “tudo se paga nesta vida”, que é uma descrição livre mas no entanto verdadeira de karma. A palavra “karma” – e o conceito básico que lhe é subjacente – aparece em canções, programas de televisão e filmes – e a maioria das pessoas do mundo ocidental parecem ter alguma noção do que é o karma.

O karma é o grande mestre cósmico

O karma proporciona-nos a todos, aulas individuais 24 horas por dia. Cada lição é perfeitamente adequada às nossas necessidades espirituais, e nunca somos presenteados com qualquer teste que não possamos passar. O karma dá-nos experiência, e a experiência dá-nos a oportunidade de aprender a viver em harmonia com as leis eternas que são Deus. À medida que aprendemos, vamos avançando – aproximando-nos cada vez mais de estados de consciência espiritual mais elevados, e gozando de uma liberdade espiritual cada vez maior.

Vistas a esta luz, as expressões “bom karma” e “mau karma” tornam-se quase, de certa forma, desprovidos de sentido – pois na verdade, todo o karma é bom para nós, mesmo que nos pareça desagradável a curto prazo.

Conceções erradas sobre o karma

Há infelizmente muitas conceções erradas sobre o karma – e passamos a explicar quatro das mais comuns:

  1. Que o karma de alguém é o que é e não pode mudar. Isso é totalmente ilógico.
  2. Que alguém que está a sofrer não deve ser ajudado, “porque o seu karma é sofrer e ninguém deve interferir”. Isto é uma abordagem totalmente incorreta.
  3. Associada a isto está a ideia absurda de que, se alguém é muito abastado, não há problema em usar a sua riqueza para satisfazer os seus desejos pessoais sem pensar nos outros.
  4. Outra conceção errada sobre o karma é que as pessoas que nascem belas, saudáveis e ricas são necessariamente mais avançadas em termos espirituais do que as que nascem em circunstâncias menos afortunadas. É evidente que isso não é verdade.

A verdade acerca do karma

A seguir, cada um dos conceitos errados referidos mais acima, é corrigido:

  1. Todos temos o poder de mudar o nosso karma para melhor ou pior. A própria natureza do karma é que depende dos nossos pensamentos e atos. Quaisquer que sejam os pensamentos e atos que “semeamos” – nós “colhemos” a sua repercussão kármica. Todos os nossos pensamentos e atos têm reações “opostas e iguais”. Por conseguinte, a cada segundo das nossas vidas estamos a determinar qual será o nosso karma futuro. Se tivermos procedido mal, e todos já o fizemos, então, ao proceder bem agora, podemos queimar o karma negativo criado pelos nossos erros, e criar karma positivo em seu lugar.
  2. Devemos fazer tudo ao nosso alcance para reduzir o sofrimento no mundo. Isso irá melhorar o nosso próprio karma (embora não deva ser essa a nossa motivação), e o karma de todo o mundo.
  3. A generosidade é uma virtude, e usar dinheiro para ajudar os outros constitui a sua melhor utilização possível do ponto de vista kármico. Se alguém nasceu muito abastado, não é seu destino esbanjar a sua riqueza – mas sim usá-la no serviço.
  4. Nem sempre é fácil perceber o karma de alguém olhando para a sua vida. Uma pessoa avançada em termos espirituais pode, consciente ou inconscientemente, escolher passar por um sofrimento terrível para queimar o seu karma negativo o mais rapidamente possível.

Quanto mais bem fizermos, mais bem seremos capazes de fazer

O essencial a reter sobre o karma é a importância do serviço aos outros. Segundo a Lei do Karma, quanto mais bem fizermos, mais oportunidade nos será dada de fazer bem – um maior bem – no futuro, quer seja nesta vida, quer numa vida futura. Isso é infinitamente mais importante do que uma “recompensa” materialista como uma grande riqueza.

Se o nosso karma positivo se manifestasse sob a forma de riqueza, o que é inteiramente possível dependendo do nosso padrão kármico exato, não devíamos encarar isso como: “Devo ter sido muito boa pessoa numa vida passada, por isso, agora vou limitar-me a gozar este dinheiro para satisfazer os meus desejos egoístas sem me preocupar com mais ninguém.” Pelo contrário, a maneira correta de encarar a situação é: “Que maravilha ter este dinheiro para poder usá-lo a ajudar os outros!”

A reencarnação

O karma e a reencarnação são inseparáveis e a reencarnação é uma consequência lógica do karma. Quando alguém morre, essa pessoa não terá processado todo o seu karma. Nem tudo o que foi “semeado” terá sido “colhido”, e não terá havido uma reação “oposta e igual” a cada um dos seus pensamentos e atos. Por conseguinte, logicamente falando, embora essas pessoas tenham abandonado o corpo, elas não podem deixar de existir. Elas têm de regressar.

Entre reencarnações, passamos um período de tempo noutro “plano”, também denominado outro “reino”, da Terra, que existe numa vibração de frequência diferente. Esses reinos são físicos – mas físicos a uma frequência mais elevada ou mais baixa do que este reino. A existência desses reinos explica as noções ortodoxas de “céu” e “inferno” – sendo os reinos mais elevados os “céus”, e os reinos inferiores – os “infernos”. Há quatro reinos abaixo deste, e seis acima. Após a morte, vamos para o reino que mais se adequa ao nosso nível de evolução espiritual antes de termos renascido aqui. O nível, ou níveis, mais básicos do “céu” são por vezes conhecidos por “mundo do espírito”.

Depois de aprendidas todas as lições que a reencarnação na Terra pode proporcionar, passamos pela iniciação da Ascensão, ou iniciamos o ciclo de experiência de outro planeta mais avançado, tal como se explica em As Nove Liberdades.

O karma é pressão.

Dr. George King

 

Toda a Criação é estritamente governada pela omnipresente Lei do Karma. Nenhum aspeto da Criação se encontra fora do alcance desta Lei. Trata-se de uma Lei perfeita, irrevogável, pois ela é uma das Leis, Que são Deus.

Dr. George King em As Nove Liberdades  

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