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The Aetherius Society

A criação do universo

No início, não havia nada senão Deus. A perfeição silenciosa. A escuridão total. O silêncio total.

Deus escolheu então criar a manifestação. Essa manifestação não se encontra separada de Deus, mas é Deus “encoberto”, por assim dizer, sob a forma da manifestação – embora Deus também continue simultaneamente a existir acima da manifestação. Tudo na manifestação faz parte de Deus, e a sua essência é Deus. Essa essência encontra-se, porém, encoberta, por assim dizer, pelas limitações da manifestação.

O grande “expirar da criação”, como é algumas vezes referido, é o estádio em que Deus se encontra “encoberto” numa forma ainda mais limitada. Chama-se a isso “involução”. É o estádio em que nos afastamos cada vez mais da Perfeição Divina.

O grande “inspirar da criação”, em contrapartida, é o estádio em que Deus se encontra, por assim dizer, revelado, tornando-se cada vez menos limitado. É quando nos aproximamos cada vez mais da nossa natureza Divina original. O inspirar da criação é igualmente referido como “evolução espiritual”, e constitui o objetivo de toda a religião verdadeira, e de todas as práticas espirituais genuínas.

Através da evolução, como diz em As Doze Bênçãos, regressamos “à Divindade Suprema – como Deuses Conscientes.” Embora sejamos todos Deus a todo o momento, não estamos totalmente conscientes desse facto, mesmo que acreditemos nisso. É ao tornarmo-nos conscientes disso, que a centelha Divina em nós brilha ainda mais através de nós. Esta consciência é adquirida na aprendizagem das lições kármicas que nos são dadas através da experiência.

Esta explicação simples abrange uma ampla verdade todo-abrangente – e as ramificações totais desta verdade são complexas e de longo alcance. A razão pela qual Deus escolheu criar a manifestação é desconhecida – e incognoscível, até nos mais profundos estados meditativos – para qualquer pessoa na Terra. Porém, em As Nove Liberdades, é-nos dito que, quando nos tivermos libertado da roda da reencarnação neste planeta, e experienciarmos o ciclo de vida de um planeta mais avançado, começaremos, de facto, a realizar esse grande “porquê”.

Abaixo, pode ler uma explicação técnica da criação do universo, tal como foi transmitida pelo Dr. King em As Nove Liberdades (p.39-40):

No início, havia apenas potencial. Depois, por qualquer razão conhecida apenas pel´O Próprio Absoluto [ou seja, Deus], este potencial original foi trazido e unido no seio da manifestação. As forças usadas para efetuar isto só poderiam ser referidas como sendo a Vontade Divina, a Mente Divina, o Movimento e o Som. Tudo o que podemos ver, tudo o que alguma vez podemos conhecer, foi trazido à vida no seio desta estrutura de pura Lei Divina. O Absoluto entendeu por bem:

  1. Criar o potencial original, e
  2. Introduzir nesse potencial as forças destinadas a trazê-lo à manifestação.

Depois de dar esses dois primeiros passos, O Absoluto deu então o terceiro passo, que resultou numa preservação da manifestação. A grande energia da Preservação é conhecida por Amor.

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